29 de agosto de 2015

Ela vai te fazer sorrir quando estiver bravo, vai por mim, mesmo que você não queira, mesmo que esteja morrendo ciúmes ou no seu pior dia. Ela consegue isso. Tem um jeitinho doce de dizer as coisas, não sei ao certo te explicar como todo mundo identifica isso tão facilmente, mas está lá. É o jeito que ela lida com a maioria das pessoas desde que a conheci. Você já viu alguém sendo “fofinha” nos momentos mais improváveis? Ela é assim, e é uma das coisas que eu mais sinto falta quando penso nela. Aquele sorriso de canto e o jeito como ela enruga o nariz quando precisa ser dura com alguém, é engraçado e lindo… Na verdade, o que eu quero dizer com tudo isso é que ela tem um coração bom. Eu a vi chorar muitas e muitas vezes quando tentou fazer o melhor pelas pessoas e não conseguiu, eu nunca fui capaz de dizer a ela cara a cara o quanto a admirava e me orgulhava por ela ser assim, mas você terá, muitas e muitas chances de dizer e eu espero que você não perca nenhuma delas como eu fiz. Sinceramente? Apenas não a perca, não ache que irá encontrar outras garotas como ou melhores do que ela por ai, pois eu sou a prova viva de que você não vai. Eu fui o primeiro amor dela e você tem a chance de ser o último, não a perca como eu fiz, não seja a espécie de homem que eu fui e a faça desacreditar do amor mais uma vez. Porque cara… É tão bonito o modo como ela pode amar alguém.

Para o novo amor dela.

17 de agosto de 2015

Chegou a altura. O tempo não espera. É tão angustiante, corta a respiração. Sinto o coração a mil e aposto que se nota na minha camisola o meu batimento. Que mistura de sentimentos é esta? Tudo tão contraditório. É querer ir e ao mesmo tempo querer ficar aqui, junto deles. Está a chegar o dia que mais temo mas também aquele que mais anseio.

13 de agosto de 2015

Mas agora tá tudo bem. Aprendi que quanto mais superficialmente você costura uma relação, menos chance há de se afogar. Navegar é preciso, o negócio é não faltar nas aulas sobre como boiar em águas nem doces nem salgadas. Hoje posso dizer convicta que prefiro o clarão das aparências que a penumbra de mergulhar fundo, sem saber como respirar abaixo do chão. Agora, como boa marinheira de incontáveis viagens, finalmente sei como desatar nós.

(Lisboa 2015)

12 de agosto de 2015

Sou egoísta, gosto de ver televisão sozinha, sem ninguém falando junto. Sou chata, não gosto de dividir banheiro com ninguém. Sou espaçosa, bagunço as minhas coisas. Preciso da solidão pra ler, pra olhar para o teto, pra tirar ponta dupla do cabelo, pra fazer as unhas, pra pensar em tudo, pra fazer nada. Preciso da solidão pra ser eu mesma. Pra fazer alongamento, rir de mim, chorar comigo.
Clarissa Corrêa.

(Lisboa 2015)

10 de agosto de 2015

Amar é uma confissão. Amar é justamente quando um sussurro funciona melhor que um grito. Amar é não ter vergonha de nossas dúvidas, é falar uma bobagem e ainda se sentir importante. É lavar louça e nunca estar sozinho. É arrumar a cama e nunca estar sozinho. É aquela vontade danada de andar de mãos dadas durante o dia e de pés dados durante a noite.


(Fotografia da minha autoria - Lisboa 2015)